quinta-feira, 4 de julho de 2013

Todos nós temos segredos

Pov's Tom

Estava decidido a descobrir como ela fez aquilo na faculdade. Vai que meu dom também é esse? Estou em dúvida se me abro pra ela.
Fiquei o resto da tarde e da noite na porta do condomínio dela.
(...)
Assim, vejo um carro com faróis baixos dando sinal para entrar no condomínio. Aumenta os faróis e vejo Lira. Um frio gelado sobe pela minha espinha, estremecendo ao descer.
Ela sai do carro nada contente com o fato de eu estar aqui. Logo, decido ir direto ao ponto.

- O que você é? - digo cerrando os olhos.

- Posso fazer coisas que nem imagina Thomas! - ela diz irritada/brava/irônica, se virando e entrando o carro.

Tomo isso como um convite e entro no meu também.
A porta do condomínio se abre, revelando um belo lote de casas luxuosas. Como alguém de apenas 18 anos tem tudo isso?
Ela estacionou o carro e eu fiz o mesmo. Vou adquirir a confiança dela para que me diga tudo, e que possa me ajudar.

Pov's Lira

Entro em casa, vou para cozinha, pego uma garrafa de água e me apoio na bancada. Percebo que ele entra admirando minha casa. Então resolvo não tirar minhas compras do carro agora, isso geraria mais perguntas.
Ele se aproxima de mim, se apoiando na bancada. A única e desgraçada coisa que nos separa.
Ele chega na minha orelha e sussurra:

- Confie em mim. Por favor. Também tenho meus segredos. Todo mundo tem.

Estremeço com as palavras. Ele se afasta e vai descendo pelas minhas têmporas, bochechas, boca.... ah . Ele deposita um selinho ali. Sua língua pede passagem para aprofundar mais o beijo, mas eu nego. Ele se afasta me lançando um olhar de confusão, desejo, paixão.
Resolvo abrir o jogo.
Me sento no sofá e ele fica em pé na minha frente.
Olho fixamente para o jarro de flores com água, que está na minha mesinha mesinha de centro.
Ouvindo o jarro se partir. Desejando se quebre. Concentrando-me nele, apesar de ter um cara super linda na minha frente.
Depois de uma leve tontura, pelo fato de eu não fazer isso muitas vezes, isso passa e conseguimos escutar o "clac" do meu lindo jarro de cristal se quebrando e a água cai sobre meu carpete claro. Agora em concentro nas flores. Fazendo-as flutuar até ele. Ele pega as flores no ar e abre a boca em um "o", igual ao que ele fez quando me viu na faculdade. Mas dessa vez seu olhar parecia de... Esperança..

- Nos precisamos conversar. - ele disse subindo as escadas rápido demais pra quem era só uma visita.

Pov's Tom 

Não acreditei no que vi. Ela move as coisas pela força da mente! Isso parece coisa de filme ou livro... me vi em um mundo completamente paralelo ao que eu imaginava que vivia. Apesar de eu ser "um desses". Oh Nathan, por que tinha que ir logo quando eu ia descobrir? Tenho certeza que ela vai em ajudar a descobrir esse meu dom que Nathan sempre me mandava praticar, mas eu não ligava. E em arrependo profundamente por isso. Quem sabe se eu praticasse, não poderia salva-lo? Mas jurei, e vou vinga-lo
E aquele beijo. Se é que foi beijo. Mas ainda assim, estou contente em ter ao menos encostado meus lábios nos dela. Acho que temos algum tipo de conexão.
Subi as escadas com as mãos trêmulas, seguido por ela.
Entro no grande cômodo com uma enorme cama de casal, umas malas grandes num quanto do quarto e uma porta para sacada, e outra para o banheiro.

- Então.. - ela diz se sentando na ponta da cama. Parecia nervosa. Mas eu sinto que é o certo eu contar a ele sobre mim. Se ela tem dons, claro que me ajudará! Sinto tanto, tanto o ímpeto de protege-la. De estar sempre junto a ela. Compartilhar meu piores medos e segredos! Meus mais puros e significativos sentimentos! Sinto isso desde o dia em que a levei para a enfermaria e olhei pela primeira vez em seus belos olhos escuros.

- Eu também tenho que te contar uma coisa - disse me sentando ao lado dela








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