terça-feira, 9 de julho de 2013

Sinto que não é isso que faço

Tom's POV

Fomos para o quintal da bela casa. Ainda vou perguntar a ela como ela pode ter tudo isso. Eu tinha o dinheiro de Nathan, que assaltava bancos. Mas e ela?

- Bom. Se sente aqui comigo - ela disse se sentando na grama.
Ela pôs vários objetos a nossa frente. Um lápis, um caderno, um tijolo de concreto e uma tábua de mármore.- Quando eu era pequena, eu descobri que movia objetos. Com o tempo, fui movendo coisas mais pesadas. Mas isso precisa de muita prática.

- Mas como faço para literalmente move-los? - digo ansioso para que chegue a parte mais legal.

- Você tem que se concentrar no objeto, Ve-lo se movendo em sua mente; para então poder move-lo aqui no plano terrestre.

- Com você aqui, fica difícil se concentrar - digo ironico, vendo que sua reação é apenas rir.

- Tente. - ela ri pelo nariz

Olho fixamente para o objeto mais simples: o lápis. Eu tento de verdade pelo menos faze-lo se movimentar. Mas não consigo! Estou parecendo um idiota no meio de um jardim olhando para um lápis.Eu sei que meu dom não é esse, por que Nathan o teria usado na minha frente. Preguiçoso do jeito que ele é, moveria até o ar pra dentro dos seus pulmões.
(...)
- Você está de brincadeira comigo né? - diz Lira pra mim, porém olhando pro lápis que paira no ar. Eu estava distraído olhando para a grama, ao invés do lápis.

- Esse não é meu dom. Disso eu tenho certeza.

- Como pode ter tanta certeza assim? - ela pergunta levantando um sobrancelha.

- Não sei. Mas se fosse, Nathan o usaria na minha frente.

Ela dá uma risada irônica e isso basta. Vou pra cima dela com o desejo estampado na cara. A pego pela cintura e pra meu espanto, ela corresponde passando  mão em volta do meu pescoço. Colo meus lábios nos dela e sinto a deliciosa sensação dos seus lábios quentes, prontos pros meus. Tenho medo de ir em frente e ser recusado, como da outra vez. Não. Paro de pensar nos prós e contras. Paro de pensar na distância entre nós. Se houver de ser, será. Afinal de contas, foi o nosso futuro que ela viu no refeitório certo? Então isso basta. Faço o movimento rápido, sem deixar tempo de minhas dúvidas se alastrarem por minha mente. Nossa línguas finalmente se tocam me fazendo sentir um turbilhão de sensações e de calor. Elas dançam em uma sincronia perfeita. Como se fossem feitas uma para outra. Mas  uma mais que deliciosa valsa.

Lira's POV

Aquele beijo estava perfeito. Impactante. Com amor Posso dizer que aquele beijo foi o melhor da minha vida. Só tive um beijo assim, com meu grande amor do orfanato. Ele foi adotado e nunca mais nos vemos. Não consegui entrar em um relacionamento saudável depois disso. Nem me entregar a nenhum outro homem.
Tom foi me deitando na grama com cuidado. O beijo foi ficando mais quente, mais urgente. Diminuir o ritmo chegava a doer.
Mas minha perna começou a pinicar. Coçava muito. Comecei a ficar desconfortável naquela situação. corresponder ao beijo, ou matar as malditas formigas, que agora estavam me mordendo?
Parece que ele entendeu e interrompeu aquele momento maravilhoso. E começou a.... Rir?
- Que foi? - disse quase rindo também. Sua cara era muito engraçada.

- Nada. Só sua perna que virou um pimentão - ele disse isso e caiu na gargalhada. Olhei e pimentão era elogio! Estavam muito mais vermelhas do que isso. Dica: Não deite na grama.

- Isso é culpa sua! - disse rindo e me levantando

- Não faltará oportunidades pra terminar o que começamos.... Certo? - ele ergue uma sobrancelha

- Certo - digo envergonhada.

- Voce me atrai sabia? - ele segura no meu queixo - Eu realmente quero que a gente fique junto.
Junto. Essa palavra me lembra o meu amor do orfanato. Preciso me desprender dele, mas foi um baque muito forte pra mim, perder ele quando mais precisava.
Minhas bochechas coraram com a declaração de Tom. Mas por medo de não poder corresponder. Mas não psso negar que também sinto algo por ele.

- Não fica com vergonha. Meus sentimentos por você, são os mais puros e verdadeiros. - e me dá um selinho demorado cheio de paixão. Dei um abraço nele e isso me confortava.
(...)
Já era hora do almoço. Mas ele estava aqui em casa desde ontem, e não tinha trazido roupa. Eu disse que ele poderia usar uma regata grande que eu tenho, mas claro, ele recusou. Ele achou melhor ir pra casa e a noite ele voltava. Mesmo não querendo, concordei. Eu amei dormir com ele. Apesar de nós só "dormirmos". Mas tudo tem seu tempo.
Almocei e fui deitar pensando nesse tempo maravilhoso que passe com ele. E nesses pensamentos, adormeci.












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