quarta-feira, 26 de junho de 2013

Despertar

Pov's Tom

Entrei no refeitório. Me sentei na mesa de costume e quando olho pro lado a morena linda que vi mais cedo me olhou. 
Não foi qualquer olhar. era terno, obscuro, tinha algo ali que eu não consegui decifrar. De repente a garota, literalmente cai do banco.
Quando me vi já estava no chão, ao lado da mesa dela, com ela aninhada  nos meus braços. Estava desesperado! Mas por quê? Sentia algo dentro de mim que me mandava protege-la...
- THOMAS PARKER?! - uma garota disse, me tirando dos pensamentos atordoados - POR QUE. VEIO. AQUI?
Ela estava assustada. Mas não tiro sua razão. Eu nunca faria isso com ninguém. Cansei de ver outras pessoas na minha frente...caindo... desmaiando... e nem ligava. Mas ela.. Ela me atraiu com seu olhar misterioso, longo, lindo, obscuro.
Apenas oquei em seu lindo rosto e sua testa suada e pálida. Ainda assim ela era magnífica!
Consegui escutar um "zum zum zum" da rodinha que logo se fez em nossa volta. Eu carreguei ela e a levei pra enfermaria. Logo a amiga dela ( eu acho ) veio atras com as coisas dela.
Chegando la, apenas eu entrei com ela na sala. Logo depois chegou a amiga dela. Acho que ela conseguiu entrar por que estava com as coisas dela.
- O que houve? - disse a enfermeira.
- Ela... - disse eu e a garota ao mesmo tempo. Fiz sinal para que continuasse.
- Ela ficou meio em choque quando.. - olha pra mim - Errrr, quando estava almoçando, ai desmaiou.
A moça fez mais algumas perguntas, como se isso acontece sempre. A menina disse que não, então me aliviei. E enfermeira sai da sala sem mais declarações.
- Bom.... - A garota diz sem jeito - Katherine Bloom, prazer - diz estendendo a mão minúscula com unhas curtas pintadas de uma cor escura.
- Oi. Tho...
- Thomas Parker - ela diz me interrompendo - Todo mundo aqui te conhece baby. Mas pelo jeito voce não me conhecia. - ela fala, claramente desapontada.
- Pois é...
- Então... por que veio até nos? 
- Não sei. - estava sendo sincero - ela simplesmente caiu.
- Hum mm. - ela disse desconfiada, alternando o olhar entre eu e minha mão. É quando percebo que estou segurando a mão da linda morena. Soltei sem jeito.
- Como ela se chama? - estava vidrado em como era linda. Seu cabelo curto, repicado no ombros, a deixava com perfil de menina travessa. Ri sozinho ao reparar nisso.
- Lira Bellarka - Kate disse desconfiada.
- Hum. - respondi indiferente decidido a não ser tão curioso assim. - Então, voce levara ela pra casa né? Quer dizer... acho que ela não poderá mais assistir aula.
- Vou sim. As chaves dela estão aqui na bolsa. - ela disse revirando a bolsa da Lira- OMG! Isso é a chave de um MUSTANGUE??

Pov's Lira

Acordei confortável, porém com dor nas costas. Acho que foi a queda. Estava suada embora a sala pequena tivesse ar-condicionado. Abri os olhos e olhei pro lado e vi aqueles lindos olhos castanhos-mel que me hipnotizaram no refeitório. 
- Oi - sua linda voz grossa, sedutora, quem me faz querer ouvir sempre. - Você desmaiou e eu carreguei você até aqui. Sou Thomas Parker.
- Oi - minha voz falhava, e minhas mãos suadas. Então ai percebo o olhar ansioso e aflito de Kate. - Oi Kate!
- HA! QUE BOM QUE VOCE ME VIU! - ela disse fingindo ofendida - Hihi, e aí? O que deu em voce? Voce desmaiou bem depois de... - ela me olha arregalando os olhos e faço sinal para que disfarce. - de comer!
- Grum... - tiro o nó que tinha na garganta - só passei mal.
- Humm mm .... SEI ! - ela disse ironica - Vambora, vou te levar em casa.
Me levanto da cama e me sento. A dor nas costas me faz tombar de novo. Me causando mais dor, que demonstro com um gemido.
- Opa! Cuidado! - Thomas disse me segurando - Acho que precisará de ajuda até o carro. - ele disse sorrindo no canto da boca. Esse jeito cauteloso dele... nem me conhece... nunca tinha me visto... Mas eu me senti presa a ele desde o primeiro olhar no refeitório. Isso não é normal. Só aconteceu uma vez... quando eu tinha 14 anos... no orfanato... foi exatamente igual. Meu sinal de nascença e ...
- TERRA CHAMANDO LIRA! - Kate me chama, tirando-me da minha linha raciocínio. - Então? Onde voce mora? 
- Rua 621, zona norte, 25 min daqui, condomínio Welfare. - digo rápido demais me arrependendo ao lembrar de Thomas na sala. 
- Vamos logo que eu ainda tenho que eu vou com seu carro, te deixo em casa e volto de ônibus pra buscar o meu.
- Dorme lá em casa menina! - disse e seus olhos de iluminaram.
- OK! Vou no meu armário buscar algumas coisas que tenho reserva lá. - ela sai da sala quase pulando.
- Então... posso te carregar? - ele diz sem jeito
- Fazer o que né...
- Que nada. Isso será um prazer. - ele diz dando um sorriso, que julgo até agora o melhor.
Ele me pega e sinto seu cheiro marcante no pescoço me levando ao delírio. Tomara que esse cheiro maravilhoso fique no meu moletom.
saímos e encontramos Kate na porta de saída g4 (estacionamento) com várias sacolas de roupas, cosméticos, perfumes, e me pergunto como ela guarda aquilo tudo no armário.
- É só uma noite! - digo realmente assustada.
- Preciso de opções! - eu rio com isso e Thomas também e retiro o que disse sobre a melhor risada. Essa sim é  a melhor!
Saímos e entramos no meu carro ele me pôs no banco com o maior cuidado que fez minha bochechas corarem.
- Obrigada Thomas.
- Tom. Pode me chamar de Tom - ele fez uma pausa - E até amanhã.
- Até.
Ele se afasta e ....
- AMIGAAAAAAA! -Kate disse. Me assustei, mas acho que realmente seremos isso - QUE BABADO!
- Pois é... - disse pensando no cheiro daquele homem. Olhando para janela. Sei que isso não vai ficar assim. Eu sempre via as coisas. Começou desde o orfanato. Mas eu via nos sonhos. Eram imagens. Nunca assim  na minha frente...
Acho que aperfeiçoei isso com o tempo. Na primeira vez que vi... foi uma funcionária do orfanato, com um coração partido. No início achei que ela estava triste por um amor não correspondido. Mas 3 dias depois ela teve um infarto e morreu. Aí foi que eu percebi que sonhava ou via o futuro. Tendo que decifrar as imagens. As vezes até sinto a presença de pessoas e movo objetos. Mas tudo isso terá de ser aperfeiçoado com o tempo. Nunca me aceitei ser como sou...  Mas é real. E ninguém pode saber disso. Ninguém. Ninguém. Ninguém.

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